A Amazon foi às compras mais uma vez. Nesta quarta-feira (26), a companhia anunciou a aquisição da MGM (Metro-Goldwyn-Mayer) por US$ 8,45 bilhões. O estúdio de cinema, que é conhecido pela icônica vinheta com um leão rugindo, está por trás de filmes da franquia 007, O Silêncio dos Inocentes, entre outros sucessos de Hollywood.
Leão da MGM (Imagem: Reprodução/MGM)
A transação é de, aproximadamente, R$ 44,8 bilhões em conversão direta. Em comunicado, a Amazon informou que ajudará a preservar a herança e o catálogo de filmes da MGM e fornecerá aos seus clientes maior acesso às obras existentes. “Por meio dessa aquisição, a Amazon capacitaria a MGM para continuar a fazer o que faz de melhor: uma ótima narrativa”, anunciaram.
A aquisição engloba um vasto catálogo de produções do estúdio. Ao todo, a companhia traz mais de 4 mil filmes em sua relação, como A Pantera Cor de Rosa, Robocop, Rocky e Sete Homens e Um Destino. Em programas de televisão, a lista engloba 17 mil títulos, entre eles, Fargo, O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale, em inglês) e Vikings.
As produções do estúdio fundado em 1924 ainda contam com mais de 180 estatuetas do Oscar e 100 Emmys. “O valor financeiro real por trás deste negócio é o tesouro de propriedade intelectual no profundo catálogo que planejamos reimaginar e desenvolver junto com a talentosa equipe da MGM”, afirmou Mike Hopkins, vice-presidente sênior do Prime Video e Amazon Studios.
Amazon Prime Video (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Esta é mais uma grande movimentação no mercado de entretenimento. No começo de 2019, a Disney oficializou a aquisição da Fox após a AT&T concluir a compra da Time Warner em meados de 2018. Além disso, esta também é a segunda maior transação da Amazon depois que a companhia arrematou a Whole Foods por US$ 13,7 bilhões.
Segundo a Amazon, “a conclusão desta transação está sujeita a aprovações regulatórias e de outras condições habituais de fechamento”. A expectativa é de que o processo seja finalizado até o fim do ano.
Com informações: Variety
Agora irei assistir todos os filmes de 007 e Rocky sem a preocupação de serem removidos da plataforma
Interessante ver como a maior parte desse valor não vem da capacidade do estúdio de fazer filmes, mas do catálogo, como afirmou Mike Hopkins. Ou mais precisamente, da propriedade intelectual desse catálogo.
Esse é um grande exemplo da importância das marcas. O mais valioso é o direito de usar essas marcas, como 007, em novas produções que trazem muito mais lucro do que em produções idênticas, mas sem a marca.
Tomara que isso ai seja aprovado. E essa caralhada de filmes vá tudo para o Prime! Lançamentos e novidades sempre é bom, assistir clássicos e filmes antigos é melhor ainda, tem várias obras conhecidas e que eu não me interessei na época, que tenho visto agora que tá sobrando tempo por causa da … pandemia … ontem vi American Psycho no prime mesmo, filmão.
Ou mesmo a Apple
A metodologia de compra de empresas da Apple é diferente. Ela não compra a empresa em específico, mas os engenheiros, a empresa acaba sendo o efeito colateral. E essas compras são baseadas em features/produtos que ela quer implementar, e comprar essas pequenas empresas, com profissionais capacitados desenvolvendo projetos relevantes, irá acelerar seu desenvolvimento interno.
A Beats foi o caso mais fora a curva, 3BI. Foi uma das poucas aquisições que ainda estão vivas ativamente e acabaram gerando outros produtos em paralelo …
A Netflix é grande de mais pra entrar no escopo da Apple. Fora os problemas de antitrust que geraria. No mais, acaba sendo mais proveitoso comprar as mentes por trás das produções, que é de fato o que importa.
Um fato curioso, é que o Jobs era muito ligado a Disney, recentemente chegou a ser revelado pelo CEO, que se o Jobs ainda estivesse vivo, talvez as duas empresas poderiam se fundir. Se de fato aconteceria, não é possível afirmar, mas o Jobs tinha seu pezinho na indústria de mídia, com a Pixar.
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