terça-feira, 26 de janeiro de 2021

YouTube promete mais dinheiro para canais e foco em celulares | Internet | Tecnoblog

Com tanta gente passando mais tempo em casa, 2020 foi um ano de crescimento para o YouTube. No período, a plataforma registrou aumento de 25% no tempo de exibição de vídeos no mundo todo. Em 2021, o objetivo do serviço é manter esse ritmo. Para isso, o YouTube considera até aumentar as fontes de receita para os criadores de conteúdo.

YouTube no celular (imagem: Bruno Gall De Blasi/Tecnoblog)

Pelo menos é o que diz Susan Wojcicki, CEO do YouTube. A executiva relata que, apesar de 2020 ter sido um ano desafiador por conta das circunstâncias, o número de canais que ingressaram no YouTube Partner Program (YPP) no ano passado mais do que dobrou. É por meio desse programa que um canal pode obter dinheiro com anúncios ou assinaturas do YouTube Premium.

O reflexo disso já aparecia antes de 2020. Citando um relatório da Oxford Economics, o YouTube explica que, em 2019, o seu ecossistema contribuiu com cerca de US$ 16 bilhões para o PIB americano, montante que equivale a 345.000 empregos em tempo integral.

No mesmo ano, o programa de parcerias do YouTube contribuiu com aproximadamente £ 1,4 bilhão para o PIB britânico e € 515 milhões para o PIB francês, para dar alguns exemplos fora dos Estados Unidos.

Wojcicki fala em apoiar ainda mais os criadores de conteúdo melhorando a transparência sobre as políticas do serviço (basicamente, o que pode ou não ser publicado na plataforma) e criando fontes adicionais de receita.

Como? Não ficou claro. Mas o YouTube explica que criadores de conteúdo encontram cada vez mais meios de obtenção de receita, dando como exemplo o fato de que, em 2020, o número de canais que aumentaram a arrecadação usando recursos como Super Chat, Super Sticker e Clube de Canais triplicou.

Aparentemente, a plataforma irá promover ainda mais o uso dessas ferramentas.

Em 2021, o YouTube também prevê novos rumos. Começa pelo incentivo à criação de conteúdo pensado especificamente para dispositivos móveis. Para tanto, a plataforma promete expandir o YouTube Shorts, modalidade que rivaliza com o TikTok.

YouTube Shorts (imagem: divulgação/YouTube)

Conteúdo para TV também está nos planos. É por isso que o YouTube promete melhorar a experiência de uso da plataforma em telas grandes. Esse objetivo inclui, como exemplo, o aperfeiçoamento da navegação por voz no serviço.

Tem mais. O YouTube sabe que muita gente pesquisa por produtos na plataforma antes de decidir pela compra, por isso, a integração com um sistema de comércio eletrônico também vai ser um dos focos (e, provavelmente, corresponderá a uma das opções de receita para os criadores de conteúdo).

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