sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Central de FIIs: fundos mais recomendados caem até 9% em novembro; Ifix opera estável - InfoMoney

Confira as informações que influenciam na indústria dos fundos imobiliários hoje

SÃO PAULO – Os fundos imobiliários mais recomendados pelas corretoras para novembro não escaparam do mau humor do mercado e também apresentam resultados adversos no mês.

Dos cinco ativos compilados pelo InfoMoney, apenas dois operam no positivo. O fundo Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) e o Mauá Capital (MCCI11) sobem 0,89% e 0,28% no mês, respectivamente.

Com 76 mil cotistas, o Kinea é um fundo que investe em ativos de renda fixa ligados ao setor imobiliário, especialmente os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), que representam 95% do patrimônio líquido atual, de R$ 3,9 bilhões.

Já o Mauá Capital tem quase 62 mil cotistas e um patrimônio líquido de R$ 1,2 bilhão. Também tem como objetivo investir em títulos do setor imobiliário e em cotas de outros FIIs.

O Bresco Logístico (BRCO11), o mais recomendado pelo terceiro mês consecutivo, é o que apresenta maior queda em novembro: 9,17%.

Confira o desempenho dos cinco fundos abaixo:

OBS.: A rentabilidade leva em consideração o reinvestimento dos dividendos

Fonte: Economatica e corretoras (Ativa Investimentos, BB Investimentos, BTG Pactual, Genial, Guide, Itaú BBA, Mirae Asset, Órama, Santander Corretora e Rico)

Na média, os fundos mais recomendados pelas corretoras para novembro caem 2,91%, abaixo do desempenho do Ifix, índice dos FIIs mais negociados na Bolsa, que no período tem recuo de 3,16%.

Na sessão desta sexta-feira (19), o indicador opera praticamente estável, com elevação de 0,05%, aos 2.592 pontos.

Maiores altas desta sexta-feira (19):

Maiores baixas desta sexta-feira (19):

Fonte: B3

 

Confira as últimas informações divulgadas por fundos imobiliários em fatos relevantes:

O fundo SDI Rio Bravo descartou, em fato relevante, eventuais prejuízos com a recente decisão judicial a favor do locatário do Centro Logístico Contagem, no principal corredor logístico do estado de Minas Gerais.

Em abril, o fundo adquiriu o empreendimento de alto padrão, pelo valor total de R$ 350 milhões. O contrato de aquisição previa a retenção, por parte do SDI Rio Bravo, de 3% do valor da operação, equivalente a R$ 12 milhões. O recurso era uma espécie de garantia para uma pendência entre o antigo dono e o locatário do imóvel.

No início do ano, o inquilino solicitou a aplicação de penalidade, de R$ 24 milhões, por atraso na entrega da obra. Pelo pedido, o montante seria descontado mensalmente do valor de locação contratual até o limite da multa.

Os antigos donos entraram na Justiça e conseguiram impedir temporariamente o desconto. No entanto, a liminar perdeu efeito em novembro e o locatário está autorizado a realizar o desconto.

Diante disso, o fundo poderá utilizar a retenção prevista no contrato, de R$ 12 milhões, para completar o montante original do aluguel mensal. Além disso, poderá deduzir outros R$ 12 milhões da última parcela de aquisição, que será paga até abril de 2022, e evitar prejuízos na receita financeira do fundo.

O fundo VBI Consumo Essencial assinou contrato para a compra de dois imóveis que estão alugados atualmente para o Grupo Pão de Açúcar (GPA), rede de supermercados. O preço total da aquisição foi de R$ 41,7 milhões.

O primeiro espaço, denominado “Ativo GPA Granja Viana”, está localizado na avenida São Camilo, na cidade de Cotia (SP). O segundo, o “Ativo GPA Santana”, fica na Rua Augusto Tolle, em Santana, zona norte da capital paulista.

Juntos, os imóveis somam uma área bruta locável (ABL) de quase 10 mil metros quadrados. Os contratos de locação dos imóveis vencem em 2046.

Os impactos financeiros da transação na receita imobiliária do fundo serão divulgados posteriormente.

O fundo XP Properties acertou a locação do 8º andar do edifício Santa Catarina, na avenida Paulista, em São Paulo (SP). O novo inquilino é a Ocean Network Express, empresa multinacional de serviços logísticos.

A área bruta locável (ABL) do espaço é de pouco mais de mil metros quadrados e o contrato de aluguel tem duração de 60 meses, a partir de dezembro de 2021.

A receita acumulada bruta da locação, considerando a soma dos primeiros meses de vigência, é estimada em R$ 0,2243 por cota. Depois, sem considerar a correção inflacionária prevista no contrato, o valor calculado fica em R$ 0,0127 por cota.

A nova locação deverá reduzir em 1,72 ponto percentual a vacância atual do fundo, que estava em 47%, de acordo com o último relatório gerencial.

 

 

Confira os fundos imobiliários que distribuem rendimentos nesta sexta-feira (19):

Fonte: InfoMoney

Com a Black Friday na próxima semana, os shoppings esperam um crescimento nominal de 19% nas vendas na comparação com a mesma data do ano passado, chegando a movimentar R$ 2,9 bilhões. O levantamento é da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).

Mesmo se for considerada a inflação no período, que chegou a 10,67%, o setor deve ter um resultado positivo nas vendas, de acordo com a associação. A expectativa é de crescimento real de 7% na comparação entre as mesmas datas.

Em média, cada consumidor deve gastar R$ 242, o que representa um valor 5,2% maior que os R$ 230 do ano passado.

Vale lembrar que, em novembro de 2020, os shoppings ainda tinham restrições em relação à quantidade de horas que podiam ficar abertos, além de operar com capacidade reduzida de público. Hoje, praticamente todas as restrições já foram suspensas ao redor do País.

Já na comparação com a Black Friday de 2019 – antes de a pandemia chegar ao Brasil – a expectativa ainda é de queda nas vendas. O levantamento da Abrasce projeta um recuo nominal de 13%. Para o tíquete médio das compras, a previsão é de alta nominal de 4,3%.

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