quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Central de FIIs: vendas nos shoppings aceleram e analistas voltam a recomendar fundos do segmento; Ifix estável - InfoMoney

Confira as informações que influenciam na indústria dos fundos imobiliários hoje

SÃO PAULO – Alguns dos fundos imobiliários que mais sofreram desde a eclosão da pandemia de coronavírus começam a voltar ao radar de investidores e analistas. É o caso dos FIIs de shopping centers, por exemplo.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira (18), foi a vez de analistas da Levante Investimentos recomendarem a compra do XP Malls (XPML11), com a justificativa de que o setor de shopping centers vem experimentando uma vigorosa recuperação e o fundo pode aproveitar o movimento.

“O fundo distribuiu R$ 0,57 por cota em dividendos em outubro, acima da média dos últimos 12 meses, de R$ 0,44”, explica. “Além disso, a captação de mais de R$ 47 milhões com a sexta emissão de cotas do fundo é mais um fator positivo para o XP Malls”, detalha o documento.

Dados como o aumento das 26% nas vendas nos shoppings, apurados pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) em setembro, demonstram que o otimismo aos poucos volta ao setor. O ticket médio dos consumidores aumentou 10,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. (leia mais informações a respeito ao longo do Central de FIIs.)

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Nesta quinta-feira (18), o Ifix – Índice dos fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – opera estável. Às 11h20, o indicador registrava leve alta de 0,01%, aos 2.601 pontos. Ontem, acompanhando os mercados, o Ifix registrou baixa de 0,35%, aos 2.603 pontos, nível mais baixo do índice desde o dia 25 de maio de 2020.

Maiores altas desta quinta-feira (18):

Maiores baixas desta quinta-feira (18):

Fonte: B3

Confira as últimas informações divulgadas por fundos imobiliários em fatos relevantes:

O fundo TRX Real Estate concluiu a compra de mais dois imóveis da Sendas Distribuidora, controladora do Assaí Atacadista, rede brasileira de atacado. O fundo já havia adquirido outras três propriedades da empresa de julho de 2021 para cá.

O valor da transação está estimado em R$ 155 milhões e os imóveis foram locados à própria Sendas pelo prazo de 20 anos, com início de vigência e pagamento de aluguéis imediatos.

O contrato prevê penalidade por rescisão antecipada equivalente ao saldo devedor integral de cada um dos contratos de locação interrompidos. Não há possibilidade de ação revisional de aluguel durante o prazo de vigência.

Os novos imóveis adquiridos pelo TRX são lojas atacadistas que serão operadas sob a bandeira Assaí Atacadista em Ipatinga (MG) e no Rio de Janeiro (SP). Ambos espaços estão em fase de construção com entrega prevista para o primeiro trimestre de 2021.

Uma parcela de 36,36% do valor total de aquisição dos imóveis foi paga nesta quarta-feira (17) e o restante será quitado mediante evolução das obras de construção.

Com 38.480 cotistas, o TRX acumulava, antes da última transação, uma área bruta locável (ABL) de 395 mil metros quadrados, dividida em 46 imóveis, em 12 estados. Mais de 90% dos inquilinos atuam nos segmentos atacadista e de varejo.

A Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, administradora do fundo Devant Recebíveis Imobiliários, aprovou uma nova emissão do fundo – a sexta – que prevê inicialmente a captação de R$ 200 milhões.

O valor unitário das novas cotas será de R$ 95,79, mais R$ 2,14 de taxa de distribuição, totalizando R$ 97,93. No pregão de quarta-feira, as cotas do fundo fecharam valendo R$ 101,50.

Quem tiver posição no Devant até o próximo dia 24 terá preferência na subscrição de novas cotas. O direito poderá ser exercido entre os dias 30 de novembro e 13 de dezembro. O fator de proporção será de 16%.

Com 61.898 cotistas, o fundo busca ganhos de capital investindo principalmente em CRI (certificado de recebíveis imobiliários). Nos últimos 12 meses, a cota do fundo registra desvalorização de 27%. No período, o retorno com dividendos foi de 18%.

O fundo CSHG Logística concluiu uma negociação, iniciada em outubro do ano passado, para a compra de 40% de terreno no Distrito Industrial Diper, no município de Cabo de Santo Agostinho (PE). O valor do negócio foi de R$ 30 milhões.

O espaço, de quase 60 mil metros quadrados, abriga um galpão em construção que integra o complexo logístico Cone Multimodal, localizado na rodovia BR-101 Sul.

De acordo com comunicado ao mercado, o fundo já detinha 30% do terreno e agora aumenta a participação para 70%.

Na semana passada, o CSHG havia anunciado a desistência da compra de um terreno localizado na cidade de Cajamar (SP), que havia sido sinalizada em fato relevante divulgado no dia 4 de agosto de 2021. Segundo relatório gerencial, a desistência foi motivada principalmente pela piora do cenário macroeconômico.

Confira os fundos imobiliários que distribuem rendimentos nesta quinta-feira (18):

Fonte: InfoMoney

 

O IGP-M – Índice Geral de Preços – Mercado – avançou 0,76% na segunda prévia de novembro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado mostra aceleração na comparação com o mesmo período de outubro, quando o indicador havia registrado contração de 0,03%.

A aceleração do IGP-M foi puxada pelo IPA-M – Índice de Preços ao Produtor Amplo – que passou de deflação de 0,32% na mesma leitura de outubro para alta de 0,77% na divulgação desta quinta-feira.

A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) divulgou que as vendas no setor cresceram 26,4% em setembro, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em termos reais, quando descontada a inflação, o aumento no mês foi de 14,7%.

De acordo com o monitoramento da associação, o ticket médio dos consumidores nos shoppings foi de R$ 124,73 em setembro, uma alta de 10,2% em relação aos R$ 113,13 do mesmo mês de 2020. O valor também é 29,1% superior ao mesmo período de 2019.

Em termos regionais, o Centro-Oeste registrou a maior alta nominal nas vendas com 32,1% de aumento. Na sequência, aparecem o Sudeste (19,6%), Nordeste (19,6%), Sul (19,3%) e Norte (14,6%).

Glauco Humai, presidente da Abrasce, atribui o resultado ao avanço da vacinação e à proximidade da Black Friday e das festas de fim de ano. Segundo ele, o cenário traz perspectivas de crescimentos cada vez maiores nas vendas.

“Os resultados são animadores e mostram consumidores retornando cada vez mais aos shoppings com segurança e procurando o lazer que proporcionamos”, diz Humai. “Os investidores e empreendedores do setor devem começar a colher cada vez mais frutos neste período de retomada do setor”.

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