sexta-feira, 9 de abril de 2021

Mineração de bitcoin na China deve gerar 130 milhões de toneladas de CO2 até 2024 | Finanças | Tecnoblog

Enquanto uma das principais críticas ao bitcoin (BTC) é o seu impacto ambiental, a China é a maior mineradora da criptomoeda do mundo, atividade de alto consumo energético. Um estudo publicado pela revista Nature nesta última terça-feira (06) afirma que a extração da moeda digital no país asiático deverá emitir 130 toneladas métricas em emissões de carbono até 2021.

Mineração de bitcoin na China deve prejudicar metas climáticas do país (Marco Verch/Flickr)

A principal razão para isso é dominância das usinas termoelétricas na China, alimentadas principalmente com carvão. Dessa maneira, a eletricidade é barata no país, chamando mineradores do mundo todo para realizarem a atividade lá.

Mais detalhadamente, o bitcoin e outras criptomoedas descentralizadas só conseguem operar pela existência do sistema de mineração. Assim, qualquer um pode ceder poder de processamento para criptografar e registrar as transações da moeda digital. Como resultado, o minerador é recompensado com taxas de manutenção e com a criação de novas unidades do ativo.

De acordo com o estudo, cerca de 80% de todas as transações de bitcoin são processadas na China. Tendo em vista a matriz energética poluente do país, as emissões relacionadas à criptomoeda devem sabotar as metas climáticas do governo de neutralidade de carbono até 2060. A Nature estima que 40% das usinas chinesas sejam alimentadas por carvão.

O coautor do estudo, Wang Shouyang da Chinese Academy of Sciences, disse: “A intensa operação de bitcoin em rede blockchain na China deve crescer rapidamente como uma ameaça que poderia minar o esforço de redução de emissões”. Ele completou dizendo que por isso o governo deve focar em melhorias no sistema energético, criando mais usinas com fontes renováveis.

“Se o preço da eletricidade nas regiões de energia limpa da China ficassem mais baratos do que nas regiões de carvão, os mineradores teriam mais incentivos para migrar”, afirmou Wang. Segundo ele, ações governamentais e subsídios podem ajudar a resolver esse problema.

O governo chinês também não está contente com a sua liderança na mineração de bitcoin. No começo de março, o governo distrital da Mongólia Interior determinou o fechamento de todas as instalações de extração de criptomoedas na região para conseguir cumprir com sua meta energética.

Além disso, a China se comprometeu em reduzir suas emissões de carbono. O plano é diminuir pela metade a poluição atmosférica até 2030 e atingir a neutralidade de CO2 até 2060. Para isso, o Departamento de Indústria e Energia da Mongólia Interior revelou o plano anti-mineração de criptomoedas na última semana de fevereiro. As autoridades locais propõem reduzir o consumo de eletricidade na região em 3% neste ano. Dito isso, a mineração de moedas digitais é o primeiro obstáculo a ser eliminado.

Com informações: The Guardian

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