terça-feira, 13 de abril de 2021

Twitter Spaces vs Clubhouse; qual deles usar? | Aplicativos e Software | Tecnoblog

Twitter Spaces e Clubhouse se tornaram as principais plataformas de áudio em 2021. Ambas permitem que o usuário crie uma sala para debater sobre temas diversos, também é possível selecionar quem pode ser orador e, por enquanto, as duas redes sociais só funcionam no celular. Apesar das semelhanças em recursos de áudio, existem muitas diferenças entre elas. Afinal, Twitter Spaces ou Clubhouse? Qual delas usar? É o que vamos descobrir neste comparativo.

Twitter Spaces vs Clubhouse; qual deles usar? (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tanto o Twitter Spaces como o Clubhouse são redes que remetem ao rádio e ao podcast. Para melhor compreensão, elas permitem criar grupos com speakers e ouvintes que podem conversar sobre diversos assuntos: comportamento, marketing, redes sociais, reality shows, dentre outros. Os bate-papos são ao vivo e o host, aquele que abre a sala, pode dar permissão para que outros participantes possam falar. Essas conversas, porém, não ficam gravadas para você ouvir mais tarde.

Clubhouse e Twitter Spaces (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

O Clubhouse só pode ser usado por donos de iPhone e iPad (iOS e iPadOS, respectivamente). Por enquanto, a versão para Android não está disponível, mas os criadores disseram que ela estará pronta nos próximos meses. Já o Twitter Spaces é mais amplo: ele foi lançado em 2020, restrito apenas no iOS. Agora a versão para Android já está disponível (aos poucos, para algumas pessoas).

Ambos ainda não funcionam no desktop.

Como sair de uma sala no Clubhouse (Imagem: William Krause/Unsplash)

Comparando os dois serviços, note que o Twitter Spaces é apenas um recurso dentro do Twitter, enquanto o Clubhouse é um aplicativo exclusivo de áudio sem outras funções embarcadas. A rede social do passarinho azul, porém, se beneficia de já ter uma base ampla de usuários, o que torna o Spaces mais popular e acessível. Ainda vale observar que o recurso não tem uma página própria e está integrado ao Fleets, considerado os “stories” do Twitter.

Twitter Spaces no Android (Imagem: Divulgação/Twitter)

Por outro lado, no Clubhouse, você só vai encontrar um feed com outras conversas em andamento e pode participar daquelas que estão no modo público. Diferentemente do Twitter, o orador consegue agendar uma conversa e o ouvinte pode ativar o sininho para não perder o bate-papo. Além disso, o host do Clubhouse tem maior liberdade para definir se a sala criada será aberta para todo mundo ou restrita para algumas pessoas, como explicaremos adiante.

Já o Spaces permite reagir com emojis (😂, ✊, 👋, 💯 e ✌️), que ficam sobre a foto de perfil do ouvinte; os participantes também podem compartilhar um ou mais tweets dentro da sala e discutir sobre eles (o conteúdo aparece no topo do grupo); por fim, acessibilidade é outro ponto que faz o Spaces se sobressair: se o host liberar, o Twitter passa a exibir legendas do bate-papo para pessoas surdas ou com deficiência auditiva. Confira abaixo alguns dos principais recursos encontrados em cada plataforma:

Moderadores e falantes do Clubhouse (Imagem: Reprodução/Clubhouse)

No Twitter Spaces, os usuários com acesso ao recurso podem abrir o aplicativo do Twitter e seguir este passo a passo:

Também é possível abrir uma sala ao clicar na sua foto do Fleets. Ao deslizar, você encontrará o menu “Espaço” para iniciar a conversa. Antes de começar, o host precisa obrigatoriamente definir quem deve falar no grupo (qualquer pessoa, pessoas que você segue ou somente aqueles que você convidar) – o Spaces pode ter até 11 speakers.

Twitter Spaces (Imagem: Reprodução/ Twitter)

No Clubhouse, qualquer pessoa (com convite aceito) pode ser orador. O grande diferencial em relação ao Twitter Spaces é que a pessoa pode abrir salas públicas, apenas com pessoas que você segue ou privadas (com usuários selecionados). Estas são opções interessantes que o concorrente não oferece: no Twitter, todos os espaços são públicos.

Agora saiba como iniciar um grupo de áudio no Clubhouse:

Convidando uma pessoa para ser speaker no Twitter Spacer (Imagem: Divulgação/Twitter)

Sim. O Twitter Spaces e o Clubhouse gravam todas as conversas, mas cada empresa tem a sua política para isso. O Clubhouse exclui automaticamente a gravação quando a sala termina. Entretanto, caso algum participante reporte violações durante a conversa, a empresa segura o áudio e apura a denúncia. É importante frisar: o usuário precisa relatar enquanto a sala estiver aberta, porque depois não é possível fazer o registro. “Se nenhum incidente for relatado em uma sala, excluímos a gravação de áudio temporária quando ela termina”, diz o Clubhouse.

O Twitter Spaces fica com a cópia de áudios e legendas por 30 dias para possíveis revisões no futuro. No entanto, a empresa pode expandir esse período para 90 dias, o que ajuda o usuário bloqueado a recorrer da decisão.

Clubhouse e Twitter Spaces (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Twitter Spaces e Clubhouse são plataformas novas, em fase beta, e que estão sendo aprimoradas aos poucos. É por isso também que, por ora, não existe a melhor. Ambas as empresas prometem novos recursos, bem como a ampliação da disponibilidade. No Twitter, pesa a seu favor o fato de já ter uma base gigante de usuários, enquanto o Clubhouse ainda está mais restrito e precisa chegar logo no Android para a popularidade não derreter.

Para quem usa Android, a melhor opção, sem dúvidas, é o Twitter Spaces, tendo em vista que a rede social passou a liberar o recurso para Android (beta) e iOS. Por outro lado, o Clubhouse pode ser mais interessante se você pretende criar “eventos” maiores, já que ele aceita muito mais speakers, permite agendar conversas e abrir salas privadas, recursos que, infelizmente, o Spaces ainda não oferece.

Agora é só analisar aquele que irá entregar a melhor experiência para você e seus ouvintes! 🙂

Com informações: Transistor.fm; Screen Rant; Mashable; Twitter.

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Comentários com a maior pontuação

Legal, mas eu detesto receber até áudio em mensageiros e, por esse motivo, também evito enviar. Imagina horas e horas ouvindo conversa?

Desejo que Comunidade Tecnoblog se inspire em ambos! Imaginem… para mim, poderia ser bom demais!!

Nenhum dos dois. Imagina querer saber a opinião de estranhos na internet. Credo

ClubHouse durou menos do que imaginei. Muito modinha.

Ué, o Clubhouse ainda está na ativa!

Nenhum dos dois

Curiosidade honesta: não curte podcasts tbm então?

Ótima matéria pra quem vai criar salas. Bastante material pra poder decidir. Já pra quem vai apenas ouvir / acompanhar, não precisa escolher só um deles.

Curto demais, mas posso pausar, adiantar, voltar, começar agora, terminar depois sem perder o fio.
Não parece o caso dessa plataforma.
Além do mais, não curto podcast com episódios longos

Certo, entendi

No inferno têm uma sala de punição onde precisamos ouvir audio de whatsapp para sempre

Eu já não curto. Prefiro muito mais ler um conteudo do que ouvir uma conversa sobre.

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk x 1000.000.000¹²³!!!
Rapaz, pelo amor de Deus!
Quando eu preciso mesmo enviar um áudio para meu líder eu sempre começo com “Léo, desculpa o podcast, mas…”
Inclusive, quando converso pelo whatsapp ou Telegram com alguém pela primeira vez, ou não tenho intimidade, se eu realmente tiver de mandar áudio eu pergunto antes se posso. Acho indelicado enviar sem pedir permissão.
Mas tem gente tão sem noção que faz chamada de áudio sem nem saber se a pessoa do outro lado está em condições de receber

se eu realmente tiver de mandar áudio eu pergunto antes se posso. Acho indelicado enviar sem pedir permissão.

Não que uma mensagem de áudio toque imediamante quando a pessoa abre a conversa, então eu particularmente não vejo muito motivo pra ver como indelicado mandar mensagem de áudio.
O maior problema talvez seja falta de espaço no aparelho do destinatário?
Ou a mensagem é urgente e você precisa que a pessoa receba logo, mas mandando áudio precisa que a pesssoa esteja disponível para ouvir, mas isso também vale pra texto em certa medida.

Mas tem gente tão sem noção que faz chamada de áudio sem nem saber se a pessoa do outro lado está em condições de receber

Os tempos mudaram, claro, mas telefone sempre funcionou assim. O máximo que dava pra fazer era combinar um horário pra ligar, mas na hora de ligar mesmo você não tinha como saber se a pessoa estava disponível pra entender sem ligar.

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