terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Renda fixa vai brilhar novamente? Especialistas apontam as melhores opções para se proteger e lucrar em 2022 - InfoMoney

Entre as sugestões estão títulos públicos pós-fixados, títulos de inflação com isenção tributária, além de fundos de renda fixa e de crédito

Depois de passar por uma verdadeira montanha-russa de retornos, que foram de minguados a atrativos em um curto espaço de tempo, a renda fixa voltou a brilhar em 2021 e retomou o “status” de investimento com boa rentabilidade e segurança. Para 2022, as perspectivas não são diferentes. Ativos de renda fixa devem reluzir – e não é pouco.

Dois fatores corroboram esse cenário. Com a chegada do ano eleitoral, a volatilidade deve crescer e a busca deve ser por segurança. Somado a isso, o movimento de subida da taxa básica de juros deve favorecer a procura por papéis de menor risco – especialmente os que ofereçam retornos reais acima de 5% ao ano e os que rendam bem próximo da Selic.

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Esse movimento deve começar cedo. Já na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, em fevereiro, a expectativa é que a taxa básica de juros alcance 10,75% ao ano, dado o discurso da autoridade monetária na ata da última reunião de 2021.

Mas os ajustes não devem parar por aí. Os juros devem subir ainda mais, encerrando 2022 em 11,50% ao ano, segundo as projeções de analistas que constam no Relatório Focus, do Banco Central, divulgado hoje.

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Em meio a um cenário de Selic elevada, forte volatilidade e chegada das eleições, cautela deve ser o nome do jogo. Nesse sentido, entre as recomendações de especialistas estão títulos atrelados à taxa básica de juros, como é o caso do Tesouro Selic.

A preferência é por papéis de prazo mais curto, como o Tesouro Selic 2024. Marília Fontes, sócia-fundadora da Nord Research, diz que ainda não é o ano de se posicionar em ativos de longo prazo.

Os candidatos têm todo o incentivo para tocar em temas relativos ao cenário fiscal. Daqui a pouco, esse título [Tesouro Selic] vai pagar juros de dois dígitos e entregar retornos de cerca de 1% ao mês. Logo, não há razão para correr mais risco

Marília Fontes, sócia-fundadora da Nord Research

A mesma recomendação vale para papéis prefixados e atrelados à inflação, em que a sugestão é optar por prazos menores. Há opções ainda em crédito bancário e corporativo, especialmente em ativos que possuem isenção tributária, como debêntures incentivadas, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e do Agronegócio (CRAs), além de Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e do Agronegócio (LCAs).

Além disso, fundos de crédito voltam a ganhar maior atenção, embora os retornos não devam seguir tão altos quanto em 2020, ponderam especialistas.

Dentro dos títulos públicos, houve quem aumentou a mão em renda fixa pós-fixada atrelada à Selic na virada do ano. Em relatório, as analistas Betina Roxo e Paula Zogbi, da corretora Rico, destacaram que um dos motivos é o fato desse título sofrer menos com oscilações de preço antes do vencimento – diferentemente do que ocorre com prefixados e papéis atrelados à inflação, que apresentam maior volatilidade e chance de perda para quem vende antes do prazo.

Isso ocorre porque ambos são impactados pela marcação a mercado. Na prática: a taxa de juros oferecida por um título de renda fixa tem uma relação inversa com o seu valor de negociação no mercado. Quando os retornos sobem, como ocorreu ao longo do ano passado, os papéis com juros menores que já estavam na carteira dos investidores perdem valor, porque seu preço diminui. Mas o contrário também é verdadeiro.

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Embora a marcação a mercado interfira no preço da venda antes do vencimento, papéis prefixados e de inflação continuam entre as recomendações de analistas.

Em meio a um cenário mais incerto, títulos de curto prazo como o Tesouro Prefixado 2024 e o Tesouro IPCA+ 2026 são os preferidos. Segundo a equipe de análise da XP, no caso dos prefixados, a escolha por esse tipo de produto está no fato de que a percepção de risco no País pode ser menor no futuro e isso pode levar a uma diminuição das taxas oferecidas por esses títulos.

Nesse caso, explicam os especialistas da XP, a queda nos retornos oferecidos por esses papéis levaria a um aumento dos preços. Com isso, os prefixados poderiam se valorizar antes do vencimento, o que poderia representar uma possibilidade de ganho de capital – ainda que isso não seja garantido.

Outra opção está nos títulos atrelados à inflação (Tesouro IPCA+), que podem se beneficiar porque oferecem uma proteção contra a inflação para investidores que mantêm os papéis até o vencimento, observam os analistas da casa.

Há oportunidades também dentro do crédito bancário, como em Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCAs), sendo que as duas últimas são beneficiadas pela isenção de Imposto de Renda.

“Os bancos estão oferecendo taxas bem atrativas. A preferência é por papéis pós-fixados atrelado ao CDI [Certificado de Depósito Interbancário] de no máximo dois anos, para evitar correr mais risco”, pondera Marília, da Nord Research, para quem a taxa mínima de retorno oferecida deve ser de 105% da taxa do CDI. “Já há várias opções com esse nível de retorno”, diz.

Em um levantamento feito no fim de dezembro com base em informações da plataforma Yubb, que compila dados de investimentos, era possível encontrar um CDB do banco BMG que oferecia retorno de 110% do CDI, rating A e vencimento em um ano, ou uma LCA do Banco Daycoval, com rating AA, que oferecia 107% do CDI e tinha vencimento em 2023.

Títulos de crédito corporativo não ficam para trás. Ciro Matuo, head de renda fixa na área de research do Itaú BBA, prefere os papéis atrelados à inflação e com isenção tributária, como é o caso de debêntures incentivadas, CRIs e CRAs.

Ele defende que o maior atrativo desse tipo de papel é que ter parte do retorno indexada à inflação, além de outra parte “travada” assim que o investidor adquire o título. “A vantagem é que a parcela atrelada ao IPCA também é isenta de imposto”, destaca.

A seleção dos ativos passa por papéis de empresas mais resilientes, como de transmissão elétrica, além de companhias com boa parte da receita atrelada ao dólar, como é o caso de exportadoras, e de negócios voltados para serviços logísticos de transporte ferroviário.

Com a elevação da Selic e o aumento das despesas financeiras das empresas – que pode ter impacto sobre o lucro – Matuo afirma que tem buscado mais do que nunca companhias com baixo endividamento, ficando ainda mais atento ao risco de crédito dos papéis. A preferência é por companhias com classificação AAA (a mais alta) até AA-, que também têm risco de crédito pequeno.

Avaliamos o rating, bem como as perspectivas do setor e a liquidez do mercado secundário. Também preferimos companhias que apresentam reports [resultados] trimestrais para conseguir fazer o acompanhamento

Ciro Matuo, head de renda fixa do research do Itaú BBA

Na carteira recomendada de janeiro do banco, há quatro debêntures incentivadas: uma da MRS Logística (MRSL27), uma da Light (LIGHD2) e duas da Rumo (RUMOA2 e RUMOB6). Todas têm vencimento entre 2025 e 2036 e oferecem taxas reais entre 5,2% e 5,8% ao ano.

Entre os papéis selecionados, a relação entre a dívida líquida e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) está entre 0,7 vezes e 2,8 vezes. Esse indicador costuma mostrar a geração de caixa que pode ser utilizada para pagar dívidas. Quanto menor, melhor.

O portfólio sugerido conta ainda com um CRA da Raízen (CRA019000GT), com vencimento em 2026 e juros reais de 5,9% ao ano.

Depois de um ano intenso de emissões de ativos de crédito corporativo, como debêntures, CRIs e CRAs, a expectativa é de que neste ano a janela de ofertas primárias de ativos de crédito corporativo fique um pouco mais afunilada.

“Boa parte das empresas anteciparam a captação para o fim de 2021 para não correr o risco das eleições. O que pode acontecer agora é um afunilamento ao longo dos quatro primeiros meses de 2022”, avalia Daniel Pegorini, CEO da Valora Investimentos.

Nesse caso, depois de ver uma forte queda nos spreads oferecidos por esses títulos ao longo do ano, o executivo diz que é possível que as companhias que precisem captar de maneira emergencial neste ano passem a oferecer spreads mais “atrativos” – maiores do que antes.

Isso obviamente deverá ter impacto nos fundos de crédito. Boa parte do bom rendimento desses fundos ao longo de 2021 veio da queda dos spreads desde o início do ano passado. Agora, é possível que o desempenho não seja o mesmo, ponderam especialistas.

Se olhar a lâmina dos últimos 12 meses, vai ver que a rentabilidade veio alta porque os spreads estavam mais elevados e foram fechando [caindo]. O melhor agora é olhar o desempenho dos últimos quatro meses

Daniel Pegorini, CEO da Valora Investimentos

Outro ponto que deve ser levado em conta, observa o gestor, é que o movimento que fez os fundos de crédito privado com prazos de resgate de curto (D+0 ou D+1) apresentarem retornos melhores do que os de prazo mais longo (D+30 em diante) também não deve seguir nos próximos meses.

“Numa situação normal, um fundo D+0, ou D+1 tem muita liquidez, mas tem menor eficiência, porque 80%, por exemplo, está alocado em caixa. Já nos de prazo mais longo, isso é algo por volta de 25%, o que permite obter retornos mais expressivos”, avalia Pegorini.

Cal Constantino, head de renda fixa da Santander Asset, por outro lado, acredita que os fundos de crédito privado devem seguir vendo a queda nos spreads em 2022. “Vai continuar entrando dinheiro e a demanda vai seguir elevada no ano que vem. Logo, eles [spreads] devem seguir fechando, mas ainda vão permanecer em um patamar acima de 2019 [pré-pandemia], ou seja, de retorno razoável”, avalia.

Em meio a um cenário mais incerto, com a chegada das eleições e a expectativa de que os bancos centrais ao redor do mundo, especialmente o dos Estados Unidos, sigam retirando estímulos monetários, a situação exige cautela.

Temos tantos ruídos que é bom manter o risco [na carteira] bem baixo e estar sempre atento às oportunidades

Cal Constantino, head de renda fixa da Santander Asset

Para isso, as maiores apostas de Constantino para 2022 estão em fundos de renda fixa de gestão ativa ou em fundos de crédito. Na hora de escolher o indexador, como o CDI ou a inflação, ele diz que para o curto prazo a preferência deve ser por fundos que possuem a remuneração ligada ao CDI.

Isso porque a relação de risco e retorno nesses casos pode ser mais favorável, devido à alta da Selic. As projeções da asset apontam que a taxa básica de juros deve terminar 2022 em 11,75% ao ano.

Já para quem consegue tolerar prazos de investimento maiores, diz Constantino, a opção deveria ser por fundos de renda fixa com a remuneração atrelada à inflação, que garantem maior proteção ao investidor, já que no médio e longo prazos os juros devem voltar para patamares mais baixos.

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Podcast dá dicas de como incluir a doação no seu planejamento financeiro - InfoMoney

Especialista em investimentos orienta reservar valores logo no início do mês

Janeiro é um ótimo mês para colocar as finanças em dia: o início do ano dá vazão ao desejo de uma vida diferente, e o respiro trazido pelo 13º salário muitas vezes ajuda a colocar a casa em ordem. Começamos a separar os valores para os gastos fixos, os variáveis, os investimentos e a reserva de emergência, mas dificilmente colocamos uma linha na planilha para a solidariedade: uma previsão mensal para doar.

Para mudar essa realidade, o podcast Aqui se Faz, Aqui se Doa, produzido pelo Instituto MOL com apoio de Movimento Bem Maior, Morro do Conselho Participações e Ambev, e divulgação do Infomoney, conversa com a influenciadora digital e especialista em finanças Julia Mendonça.

Ao invés de colocar a doação na lista do “se sobrar dinheiro no fim do mês, eu faço”, Julia recomenda uma reserva feita logo no início do mês. “Começou o mês, já retira. Por que você não vai considerar que tem mais aquele dinheiro, ele já foi usado”, disse.

Ela também defendeu o compromisso das doações recorrentes — feitas de forma programada e periódica todos os meses — que ajudam a organização a ganhar mais confiança e certeza do financiamento de suas atividades. “Boleto, é muito fácil da gente esquecer e não pagar. Deixa programada a transferência, ou usa o cartão de crédito, enfim, faça um pagamento recorrente”, afirmou.

O episódio contou também com o relato de dois doadores: um que doa recorrentemente para uma instituição, e outra que separa um valor mensal para dividir entre projetos diferentes, de acordo com sua vontade de contribuir naquele mês. Para Julia, as duas opções são viáveis, portanto que sejam feitas com responsabilidade e controle, sem prejudicar seu planejamento mensal.

E mesmo para quem não consegue separar um valor, é sempre possível recorrer a outro tipo de compromisso, como o voluntariado. “Você sempre pode doar seu tempo, tem muita instituição precisando de ajuda”, concluiu Julia.

"Eu estimulo as minhas equipes a errarem", diz Benchimol sobre a fórmula do sucesso da XP Inc. - InfoMoney

Gestão exponencial praticada na empresa prioriza crescimento rápido e busca colaboradores com "visão de dono"

No ambiente corporativo, marcado pela forte competição, um erro pode ser suficiente para que um funcionário perca seu emprego. Por outro lado, se pensarmos com a cabeça dos donos das empresas, podemos concluir que um funcionário desmotivado ou sem interesse direto no crescimento dos negócios tende a cometer mais erros e, consequentemente, a correr mais riscos de perder o seu emprego.

Ou pelo menos era essa a regra de ouro há uns anos atrás (e que ainda deve ser utilizada em algumas empresas mais tradicionais). Hoje, no entanto, e principalmente em companhias mais jovens apoiadas em soluções de tecnologia, a realidade já mudou.

Empresas como a XP Inc., que usam o método da gestão exponencial, abraçam os erros dos seus colaboradores em prol de um crescimento acelerado.

Não entendeu nada? Vamos por partes. Negócios exponenciais buscam crescer vertiginosamente, aumentando de tamanho em dois ou até três dígitos a cada ano. E, complementarmente, é chamado de gestão exponencial o modelo que visa esse crescimento.

Companhias como Spotify e Netflix levaram anos para que seus balanços se tornassem positivos. Outras, como a Uber, seguem dando prejuízo. Só que seu modelo de negócio é tão transformador e seu crescimento tão acelerado que o mercado até aceita protelar o retorno financeiro.

Trazendo a conversa para o nosso quintal, também temos grandes representantes do modelo de gestão exponencial no Brasil. Nubank, 99 e QuintoAndar são algumas delas, além da XP Inc. que, em apenas 20 anos de existência, se tornou a maior corretora independente do país.

Mas o que isso tem a ver com errar? Tudo. Em resumo, estas companhias entendem o valor do aprendizado que surge como consequência destes passos na direção errada e, no final das contas, se querem alcançar um crescimento rápido, sabem que precisam apostar em ideias novas para que algumas delas possam eventualmente vir a ser aproveitadas no negócio.

“Se você não está errando, não está aprendendo. Este é o nosso lema interno”, afirma o fundador e presidente-executivo da XP, Guilherme Benchimol. “É importante errar, desde que você tenha o conceito de que é bom errar pequeno, aprender e não voltar a cometer o mesmo erro. Dentro deste conceito, foram infinitos erros.”

Se quer se aprofundar no modelo de gestão que fez a XP e outras das maiores empresas do mundo crescerem exponencialmente você pode participar do evento gratuito Jornada Rumo ao Topo, com Benchimol e Marcos Sterenkrantz, sócio da XP e head de inovação da XP Ventures. Inscreva-se aqui.

Ainda sobre a relação entre patrões e funcionários, essas jovens companhias entregam outra lição: a necessidade de se ser flexível. Reduzir a verticalização da empresa, dando maior liberdade e responsabilidade a cada colaborador, é uma das chaves do sucesso da corretora.

Estar disposto a dividir, comenta Benchimol, é o que produz a força conjunta para impulsionar a companhia adiante.

“Hoje o meu papel na XP é encontrar startups com potencial exponencial e oferecer algum tipo de parceria a essas empresas que compartilham da nossa mentalidade”, diz Marcos Sterenkrantz, sócio da XP e responsável pelo braço de investimentos da companhia, a XP Ventures.

“Mas isso não acontece só nas companhias que a gente monitora aqui. A XP tem uma forma muito dinâmica de agir e tomar decisões e isso faz com que os talentos aqui de dentro tenham espaço e usem essa estrutura gigante pra se mostrar mundo afora: são os nossos intraempreendedores.”

Com visão de dono, os intraempreendedores são pessoas alinhadas não apenas em atingir suas metas individuais, mas em buscar soluções que possam resultar em aumento de receita e qualidade dos serviços oferecidos ou redução de custos, da mesma forma que o proprietário do negócio faria. Até que se tornam, de fato, sócios do negócio.

Então, se você deseja acelerar seu próprio negócio ou ajudar a alavancar a empresa em que trabalha, aceite o convite do Benchimol. Um panorama completo da gestão exponencial será apresentado na série Jornada Rumo ao Topo. Clique aqui para fazer sua inscrição gratuita e assistir aos episódios, que estreiam entre 10 e 18 de janeiro.

Tesouro Direto: títulos públicos pagam juros de até 11,04% ao ano; pressão inflacionária nos EUA pesa no mercado - InfoMoney

A subida nas taxas é mais expressiva entre papéis com vencimento até 2031 nesta terça-feira

O foco dos agentes financeiros locais nesta terça-feira (4) está centrado no exterior, em dia de agenda movimentada com dados vindos dos Estados Unidos. Operadores de mercado ouvidos pela Bloomberg acreditam que a rápida propagação da variante ômicron deve intensificar pressões inflacionárias na economia americana – o que pode levar o banco central dos Estados Unidos a realizar o primeiro ajuste nos juros já em março.

Hoje, pela manhã, nos EUA, é divulgado o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) industrial relativo a dezembro. Mais tarde são apresentados os dados de oferta de empregos Jolts relativos a novembro.

Nesse contexto, o mercado de títulos públicos negociados no Tesouro Direto opera com alta nas taxas. O avanço é mais expressivo entre os papéis com vencimento até 2031.

No caso do Tesouro Prefixado 2024, os juros oferecidos por esse papel passavam de 11% para 11,04% ao ano, na primeira atualização do dia. Já o retorno pago pelo Tesouro Prefixado 2026 avançava de 10,79%, na sessão anterior, para 10,87% ao ano, no início desta terça-feira.

No mesmo horário, o papel prefixado com vencimento em 2031 e pagamento de juros semestrais oferecia um retorno de 11,01%, contra 10,94% registrados um dia antes.

Entre os papéis de inflação, a remuneração real do Tesouro IPCA+ 2026 subia de 5,08% para 5,11%, na abertura dos negócios. Da mesma forma, o papel com vencimento em 2030 e juros semestrais oferecia uma taxa de 5,21% ao ano, acima dos 5,18% vistos ontem.

Confira os preços e as taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto que eram oferecidos na manhã desta terça-feira (4):

Na frente externa, o mercado aguarda também a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+). Ontem (3), no entanto, a organização já informou que reduziu a estimativa de superávit nos mercados mundiais de petróleo para este trimestre.

Isso, na visão de analistas, pode fazer com que os países presentes na reunião de hoje optem por um aumento modesto na produção de petróleo.

Investidores repercutem também a divulgação do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da China, que acelerou de 49,9 em novembro para 50,9 em dezembro.

Os dados foram apresentados nesta terça-feira pela IHS Markit em parceria com a Caixin Media. Índices acima de 50 indicam expansão da atividade. Esse é o maior patamar do PMI industrial chinês registrado desde junho.

Já na Alemanha, as vendas no varejo tiveram expansão de 0,6% em novembro ante outubro de 2021, segundo dados com ajustes sazonais publicados nesta terça-feira, pela Destatis, a agência de estatísticas do país.

O resultado surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda de 0,5% no período.

Na cena local, atenção para a mobilização dos servidores do Banco Central contra a decisão do governo de prever reajustes apenas a policiais federais e certos quadros da área de saúde neste ano.

O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) já decidiu que vai aderir ao movimento de paralisação, que está marcado para 18 de janeiro. Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, quase um terço dos trabalhadores do BC se comprometeram a rejeitar quadros de chefia, caso sejam convidados a assumi-los, de forma similar ao que já vem ocorrendo entre fiscais da Receita Federal.

Entre os fiscais da Receita Federal, o Sindifisco (sindicato da categoria) estima que 1.237 auditores em posições de comando abriram mão de seus postos comissionados. Auditores fiscais agropecuários também iniciaram mobilizações na semana passada.

Também na seara política, os jornais Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo apontam que a sanção presidencial à prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores sem adotar medidas tributárias para compensar a perda de R$ 9,1 bilhões na arrecadação de 2022 acendeu um alerta no Tribunal de Contas da União (TCU).

Segundo o Estado de S. Paulo, técnicos do TCU alertam que o fim da compensação abre artificialmente espaço no teto de gastos, regra que limita o crescimento das despesas à variação da inflação. O valor previsto de renúncia tributária em 2022 com a desoneração é de R$ 9,08 bilhões.

Ao ser procurado, de acordo com a reportagem do Estadão, o Ministério da Economia não informou se vai recalcular o teto e disse apenas que a MP da desoneração não cria espaço novo sob o teto.

Investidores também monitoram a saúde do presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o mandatário do país não passará por uma cirurgia para corrigir uma obstrução intestinal.

Segundo a matéria, a decisão de descartar uma cirurgia ao menos por ora foi tomada pelo médico Antônio Macedo e comunicada aos membros de sua equipe. Mas ainda precisa ser confirmada oficialmente, de acordo com o jornal.

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Investidor pode encontrar "oportunidades pontuais" em fundos imobiliários, mas precisará de cautela em 2022, prevê Órama - InfoMoney

Confira as informações que influenciam na indústria dos fundos imobiliários hoje

 

Apesar do último mês de fortes ganhos – os fundos imobiliários se valorizaram em média 8,7% em dezembro – a corretora Órama mantém posição neutra sobre os FIIs neste ano. O posicionamento faz parte do relatório Cenários & Investimentos para 2022, assinado por Sandra Blanco, Alexandre Espírito Santo e Lorena Laudares, estrategistas da casa.

Em um ano que deverá ser marcado pelas incertezas geradas pelo período eleitoral, o documento chama a atenção para outros pontos que devem influenciar os negócios em 2022. Entre eles, o relatório destaca o elevado nível de desemprego no País, que não deve cair de forma significativa no curto prazo, bem como a inflação, projeta Lorena.

Na avaliação de Sandra, os fundos imobiliários deverão enfrentar uma concorrência ainda maior das aplicações de renda fixa, beneficiadas com a elevação da taxa de juros da economia nacional, a Selic, atualmente em 9,25%.

“Com a Selic indo para dois dígitos, o retorno da renda fixa, tanto de fundos como de títulos, torna-se mais atraente do que os dividendos dos fundos imobiliários”, prevê a analista, que trabalha com uma Selic em 11,5% ao ano em 2022.

De acordo com Sandra, haverá oportunidades pontuais entre os fundos imobiliários, mas devem ser analisadas com cautela pelo investidor, sugere a estrategista da Órama.

Diante de um cenário que classifica como desafiador, Sandra afirma que será preciso ter horizonte de prazo mais longo para investir com maior segurança em FIIs.

Em 2021, o IFIX – índice dos fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – registrou queda de 2,3%. No final de dezembro, 70% dos FIIs negociavam abaixo do valor patrimonial.

Na sessão desta terça-feira (4), o Ifix opera no campo positivo. Às 10h50, o indicador subia 0,43%, aos 2.801 pontos. Ontem, o índice fechou em queda de 0,56% e interrompeu uma sequência de 11 sessões de ganhos. Confira os destaques de hoje:

Maiores altas desta terça-feira (04):

Maiores baixas desta terça-feira (04):

Fonte: B3

Em fato relevante divulgado nesta terça-feira (4) o fundo XP Malls comunicou ao mercado que assinou contrato para a compra de parte do Shopping da Bahia, localizado em Salvador (BA) e administrado pela Aliansce Sonae Shopping Centers.

O fundo não detalhou os valores da negociação, que prevê a aquisição de 9,05% do complexo comercial.

Inaugurado em 1975, o Shopping da Bahia foi o segundo shopping a ser construído no Brasil e o primeiro nas regiões Norte e Nordeste. O espaço, que abriga 500 lojas, recebe mensalmente 3,5 milhões de pessoas.

De acordo com cálculos do XP Malls, o negócio aumentará a receita do fundo nos próximos 12 meses em aproximadamente R$ 0,59 por cota.

A transação está sujeita à aprovação de todos os trâmites legais de operações como esta, inclusive a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Atualmente, a carteira do XP Malls é composta por 12 shopping centers, que somam uma área bruta locável (ABL) de 369 mil metros quadrados.

O primeiro Liga de FIIs de 2022 apresentará dicas preciosas para o investidor escolher os melhores fundos imobiliários – tanto FIIs de “papel”, que investem em títulos de renda fixa, como os fundos de “tijolo”, que obtêm renda com aluguéis ou a venda dos imóveis.

Maria Fernanda Violatti, analista da XP e apresentadora do Liga de FIIs, lembra que os dois tipos de fundos imobiliários se complementam e, bem selecionados, podem beneficiar bastante o desempenho da carteira do investidor.

Produzido pelo InfoMoney, o Liga de FIIs vai ao ar todas as terças-feiras, às 19h. Além de Maria Fernanda, o programa tem apresentação de Tiago Otuki, economista do Clube FII, e de Wellington Carvalho, repórter de fundos imobiliários do InfoMoney. Você confere aqui a lista com todos os episódios do Liga de FIIs.

O Goldman Sachs, um dos mais ferozes de Wall Street quanto ao retorno de sua equipe aos escritórios, está pedindo aos funcionários dos Estados Unidos que trabalhem em casa, se puderem, até 18 de janeiro, enquanto a Covid-19 avança em todo o país.

A reversão do Goldman ocorre após a maioria de seus principais pares, incluindo JPMorgan Chase e Citigroup, adotarem uma postura mais cautelosa à medida que a variante ômicron se espalha rapidamente pelos EUA.

“À medida que continuamos monitorando a trajetória desse pico, agora incentivamos aqueles que podem trabalhar com eficiência em casa a fazê-lo”, disse o banco no domingo em um memorando aos funcionários.

Ainda na semana passada, o Goldman havia intensificado o seu plano de retorno ao escritório, tornando as vacinas de reforço obrigatórias. Qualquer pessoa que entrasse em seus escritórios deveria receber uma dose de reforço até 1º de fevereiro se fosse elegível até essa data, disse o banco à sua força de trabalho nos EUA em 27 de dezembro.

Leia mais:

As ações mais recomendadas para comprar em janeiro e em 2022, segundo analistas | InfoMoney

Analistas e gestores recomendam papéis que podem ter resultados melhores em tempos de volatilidade, como Vale, Itaú, CPFL e PetroRio

O Brasil entra em 2022 com a economia estagnada, inflação, juros e câmbio em alta, e incertezas na seara fiscal. O ano reserva ainda mais um elemento de volatilidade: a eleição para presidente. O mercado de capitais costuma reagir negativamente a fatores de risco, como mostrou o desempenho do Ibovespa no segundo semestre de 2021, mas isso não quer dizer que não existam oportunidades na Bolsa.

O InfoMoney conversou com analistas e gestores para saber quais as ações mais indicadas para investir em 2022, levando em conta principalmente o processo eleitoral. De forma geral, os setores mais citados são os menos expostos às oscilações da economia doméstica, os que conseguem superar condições econômicas adversas e os que sofrem menos influência da situação política.

Nesse sentido, os segmentos mais lembrados foram os de energia elétrica, de commodities e financeiro. A avaliação é que as ações de empresas brasileiras estão “baratas” e este pode ser um bom momento para encontrar papéis com potencial de valorização a preços módicos.

“Será um ano volátil, com muita atenção dada às pesquisas”, disse Felipe Taylor, sócio da gestora MAG Investimentos responsável pelos fundos de renda variável. “Mas volátil não quer dizer que vá ser um ano ruim para a Bolsa”, acrescentou. Confira algumas das ações mais citadas pelos especialistas:

Fontes: Felipe Taylor (MAG), Felipe Vella (Ativa), Leandro Saliba (AF Invest), Flávio Aragão (051 Capital), relatórios de corretoras, Economatica

As empresas com parte da receita atrelada ao dólar e as companhias que podem ser beneficiadas pela subida dos juros, como as instituições financeiras, também receberam destaque nas carteiras recomendadas para o mês de janeiro de 2022 por dez corretoras. O InfoMoney divulga a compilação dos papéis mais citados todo início de mês. Normalmente, são cinco indicações, mas o número pode ser maior, se houver empate – como ocorreu agora. Confira:

Fontes: Economatica e carteiras recomendadas de ações de Ágora, Ativa, BB Investimentos, BTG Pactual, Elite, Genial, Guide, Órama, Santander Corretora e XP Investimentos

Mas quais são os diferenciais de cada uma das ações – e dos setores – mais indicados para investir em 2022? Confira as análises abaixo:

O setor de energia elétrica é considerado uma boa opção porque tem uma demanda “inelástica”. Ou seja, o consumo não depende tanto do desejo ou das condições econômicas, mas da necessidade. Se o consumidor não paga a conta, a luz é cortada. Além disso, é uma atividade que repassa aumentos aos usuários.

É um setor resiliente, que tem empresas com potencial de crescimento e proteção grande contra a inflação

Leandro Saliba, responsável pela área de Renda Variável da gestora AF Invest

Com a inflação em alta, empresas com capacidade de repassar custos ao varejo têm mais chances de manter suas margens.

Nesse segmento, destaque para a CPFL (CPFE3), citada por Saliba e Felipe Vella, analista de renda variável da corretora Ativa Investimentos. “A CPFL distribui bastante dividendos”, observou Vella. Segundo ele, trata-se de um ativo “perene” e “defensivo”, características indicadas para 2022.

Outras companhias do ramo foram recomendadas individualmente pelos profissionais, como Alupar (ALUP3, ALUP4) e Neoenergia (NEOE3) por Saliba; e Copel (CPLE3) e Transmissão Paulista (TRPL3, TRPL4) por Vella. Mais uma razão para investir em empresas de energia elétrica é a dissipação, pelo menos por ora, da possibilidade de uma crise hídrica.

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O segmento de commodities tem como vantagens as cotações em dólar, o que pode representar ganhos em caso de valorização da moeda americana; e a ampla exposição ao mercado externo, o que minimiza eventuais recuos da demanda interna. Com a retomada das atividades, na medida em que a pandemia de Covid-19 arrefece, a tendência é um aumento da procura global por produtos básicos.

Houve um gargalo de oferta bastante grande pelo mundo, então há uma demanda represada por commodities. Demanda que continuará presente em 2022

Felipe Vella, analista de renda variável da Ativa Investimentos

Vella e Taylor sugerem a mineradora Vale (VALE3) e a petrolífera PetroRio (PRIO3) como boas opções de investimentos nesta área. Taylor ressalta que as ações da primeira estão com “preço atraente” e que a última pode se beneficiar de avanços nas cotações do petróleo, um dos fatores que pressionam a inflação. “[A PetroRio] pode ser o hedge da carteira em caso de deterioração do cenário inflacionário”, observou.

Embora a mesma lógica se aplique à Petrobras (PETR3, PETR4), os analistas estão menos propensos a recomendar investimentos nos papéis da estatal em face do risco político. “Mas eu não deixaria de ter [ações] de estatais por expectativa de volatilidade política, pois os preços já estão baixos o bastante”, ressaltou Taylor.

Ainda nessa seara, Vella afirma que ações de empresas de commodities agropecuárias podem também ser boas opções. Como exemplos, ele citou Boa Safra Sementes (SOJA3), BRF (BRFS3), dona das marcas Sadia e Perdigão, e JBS Friboi (JBSS3).

Embora economia estagnada não seja boa notícia para ninguém, o setor financeiro pode se beneficiar dos juros em alta. O Itaú (ITUB3, ITUB4) é considerado um banco “resiliente”, que já conseguiu apresentar bons resultados em momentos de crise e o preço das ações está favorável para compra. Taylor acrescenta que a cisão entre o Itaú e a XP (XPBR31) é um elemento positivo, pois ficará mais claro saber onde o banco está gerando valor.

Vella acrescenta que numa “época defensiva faz sentido” também investir no ramo de seguros. Ele recomenda principalmente BB Seguridade (BBSE3), mas ainda SulAmérica (SULA11) e Porto Seguro (PSSA3).

Outro segmento com potencial de crescimento, na avaliação de dois analistas, é o de moradias populares, com destaque para construtoras que atuam no Casa Verde e Amarela, como foi rebatizado o Minha Casa, Minha Vida pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). O programa usa recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e tem juros fixos – portanto, o aumento da Selic não interfere nos financiamentos.

É grande o déficit habitacional no Brasil e este setor é essencial para qualquer governo

Flávio Aragão, sócio da gestora 051 Capital

“São mais de 6 milhões de famílias, 600 mil a 700 mil novas por ano, e a indústria não consegue construir 400 mil unidades anuais”, acrescentou Aragão. Ou seja, quem quer que seja o eleito, habitação tem que ser uma prioridade.

Vella destaca que esta atividade sofreu em 2021 com o aumento dos preços dos materiais de construção, o que fez com que construtoras pequenas saíssem do mercado, abrindo espaço para as grandes, como a MRV (MRVE3), a maior do segmento. Além de ter conseguido reajustar os preços dos imóveis, segundo ele, a companhia opera nos Estados Unidos por meio da AHS, o que lhe garante uma fatia de faturamento em dólar.

Na mesma linha, Aragão aposta na Tenda (TEND3), a segunda maior do segmento. De acordo com ele, a empresa também conseguiu aumentar os preços dos imóveis a partir do segundo semestre de 2021, minimizando o impacto do encarecimento dos materiais, e vai colocar no mercado “um novo tipo de imóvel, mais barato e com maior margem”. São “casas produzidas em fábrica”, o que requer “tempo, mão de obra e custos absurdamente menores”. Trata-se de um projeto de casas de madeira pré-moldadas que a companhia lançou em 2021.

Aragão vê com bons olhos ainda companhias ligados ao setor de veículos, especialmente a metalúrgica Tupy (TUPY3) e a fabricante de reboques e semirreboques Randon (RAPT3, RAPT4). No primeiro caso, ele diz que a indústria tem 80% de seu faturamento em dólar, mas custos em reais.

“A Tupy foi prejudicada em 2021 pelos gargalos de logística que atingiram o setor automotivo. Há uma demanda reprimida de dois anos [da pandemia] e estamos otimistas com 2022. Creio que a empresa vai surfar com força”, declarou.

No caso da Randon, Aragão ressalta que hoje 60% da receita da empresa vem de autopeças, e com “a frota [de caminhões] mais antiga que o Brasil já teve”, há grande demanda por itens de reposição. “O governo vai ter que criar alguma linha para renovar a frota”, observou, lembrando que os caminhoneiros têm força para pressionar.

Vella avalia que ao longo de 2022 chegará ao fim o ciclo de alta de juros no Brasil, coincidindo com o início de um período de aumento de taxas nos Estados Unidos. Nesse sentido, ele sugere que o investidor pode montar uma carteira com mais risco, representado por companhias de varejo. Ele indica principalmente Magazine Luiza (MGLU3), mas também Lojas Renner (LREN3) e Via Varejo (VIIA3).

Taylor, no entanto, vai no sentido contrário. Ele recomenda evitar empresas que possam ter dificuldades em repassar a inflação ao consumidor, tendo que reduzir margens ou aumentar preços e ver as vendas caírem. Pelo menos no primeiro semestre, o sócio da MAG considera as varejistas “complicadas”.

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Vários analistas avaliam que o processo eleitoral já está “precificado” nos valores das ações, levando em consideração o cenário das pesquisa atuais, de disputa entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com vantagem para o último – e sem um terceiro candidato com potencial para mudar o quadro.

“Os investidores já têm conhecimento da volatilidade nas eleições”, comentou Bruno Athos, estrategista de Renda Variável da Ável Investimentos, agente autônomo da XP.

Em análise sobre o que esperar para 2022, a XP avalia que o ano será de volatilidade maior do que a normal, mas que os preços das ações não parecem seguir uma regra única em períodos eleitorais. A corretora reforça que a Bolsa está barata, que momentos de turbulência costumam ser bons para investir, e diz ainda que o prêmio de risco do mercado de ações segue favorável, mesmo com o aumento dos juros.

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